Crescimento financeiro nas empresas dependerá do desenvolvimento sustentável
A mitigação dos impactos ambientais da atividade humana é urgente e as empresas de todos os portes e segmentos têm anunciado suas metas para diminuir as emissões de carbono na atmosfera, conservar os recursos naturais e proteger os diversos bioma…
A mitigação dos impactos ambientais da atividade humana é urgente e as empresas de todos os portes e segmentos têm anunciado suas metas para diminuir as emissões de carbono na atmosfera, conservar os recursos naturais e proteger os diversos biomas. Nas linhas amarela e florestal, a John Deere comunicou recentemente que um dos objetivos para 2026 é entregar 20 equipamentos elétricos e híbridos. Hoje, a fabricante conta com dois modelos. Isso significa que, em um período de apenas quatro anos, a empresa vai desenvolver mais 18 modelos.
Thomas Spana, gerente de Vendas da Divisão de Construção da John Deere Brasil, contou durante o BW Talks Tecnologias Sustentáveis: potenciais e desafios na linha amarela que a empresa pretende ainda ampliar a adoção do sistema SmartGrade para até 50% dos equipamentos de movimentação de terra e aumentar a solução de construção de precisão para 85% dos equipamentos de pavimentação.
“Os objetivos econômicos também foram alinhados com a sustentabilidade, pois não haverá desenvolvimento financeiro sem o desenvolvimento sustentável”, enfatizou Spana. Até 2030, a John Deere estima um implemento de mercado da ordem de US$ 150 bilhões. “O parque de máquinas vai crescer porque a infraestrutura precisará ser mantida e construída e o agronegócio precisará de produtividade. E, parte desse montante virá de soluções que ainda serão desenvolvidas. Se refletirmos sobre a infraestrutura de comunicação, percebemos que as operações via satélite não serão suficientes. Hoje, existem regiões que não possuem sinal algum”.
Em termos de tecnologia para alcançar um menor impacto ambiental, a John Deere tem usado as tecnologias atuais para essa finalidade, como por exemplo, os sistemas de telemetria que permitem realizar o monitoramento das máquinas, captar os dados de operação e comunicá-los para as centrais de gerenciamento. Um dos pontos interessantes observados foi que uma máquina com um tempo de uso maior, de cerca de três anos, apresenta 30% de tempo ocioso, enquanto um equipamento novo, com até dois meses de uso, esse percentual cai para 8% a 10%. Essa informação, de acordo com Spana, é importante para buscar a redução de tempo da máquina ociosa, o que resulta em maior produtividade.
Durante o evento online, promovido no dia 31 de março pelo Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), ele comentou ainda que a tecnologia possibilidade deixar as máquinas fabricadas nos últimos anos sempre atualizadas. “Ao longo do tempo, elas vão ficando melhores do que à época em que foram compradas, pois essas atualizações vão contribuindo para uma operação mais eficiente, produtiva e com menor impacto ambiental”, avaliou.
Para Spana, no futuro, há a previsão de que os equipamentos novos não saiam mais com motor a combustão a diesel tradicional, devido as mudanças no mercado para redução das emissões de carbono. No caso da automatização, ele lembrou que algumas partes da operação já possuem sistemas de automação, como o bloqueio automático em motoniveladoras e as retroescavadeiras com transmissão Powershift.
O BW Talks Tecnologias Sustentáveis: potenciais e desafios na linha amarela está disponível no site oficial do Movimento BW.
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